segunda-feira, 9 de junho de 2008

Bom para uns nem tanto para outros

Não podemos deixar de iniciar nossos comentários com a liderança do Flamengo que não teve estrutura para seguir na Libertadores, mas trabalhou, colocou um pouco de humildade na cabeça e futebol no pé e foi a luta. O elenco pode, por enquanto, dizer de cabeça erguida que teve seu trauma, porém que já se recuperou. Talvez o Harry Porter consiga fazê-los, ao menos, superados. Bola pra frente Rubro-Negro da Gávea.
E do outro lado o time que os torcedores estão considerando a sensação, o provável campeão das Américas, não tem nada mais que comentar. Com a cabeça na competição Sulamericana os pés Tricolores não vão além de derrota após derrota no Brasileiro. Será que vai haver tempo para se recuperar o tempo perdido? Tomará que sim, pelo menos para o pessoal das Laranjeiras. Que abram os passos para conseguir manter “os equilíbrios”.
O Vasco foi a Belo Horizonte e poderia ter perdido porque foi dominado pelo Cruzeiro, poderia ter perdido quando fez pênalti, mas perdeu para o árbitro da partida que parece ou ter alguma ligação “Edilsônica” ou desprezo pela galera das praias Fluminenses. E não foi só isso não, no final os cabeças de prego resolveram brigar e a polícia de lá que já não gosta muito de carioca resolveu dar mais um presentinho para a galera, deve ter gente dolorida por aí.
No domingo o Alvinegro de General Severiano foi o único a jogar e ganhar do Rio. Com o mando de campo, fez o Engenhão tremer e roer as unhas até os últimos minutos. Mas a vitória veio e aliviou a galera Botafoguense.
Até o próximo final de semana só mesmo Botafogo e Flamengo têm o direito de sorrir, quanto aos outros dois a única coisa que cabe nas bocas é a palavra trabalho.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dodô é sinistro

E aí o Fluminense fez história, acabou com o Boca e vamos admitir ganhou muito bonito. Mas existem alguns defeitos que com certeza não podem se repetir só porque o time que está na final é, teoricamente, mais frágil. O Tricolor das Laranjeiras parecia com medo do Riquelme nos dois jogos e manteve um jogo muito recuado, sem ação e ainda bem para todos que saiu vitorioso. Todos pudemos observar como as laterais são vulneráveis e como se houver um pensador rápido no meio de campo os apoiadores ficam meio tontos. Claro que esse comentário não serve para o time lento que a LDU apresenta, mas para quem pensa tanto em Tóquio, lá onde deve encontrar os caras que jogam com muita velocidade e que é de pôr medo em qualquer defesa.
E o destaque da noite mesmo com alguns pecados não poderia deixar de ser o artilheiro dos gols bonitos – diga-se de passagem, meio cheio de firula e com um gol comum – Dodô, que foi encaixado no momento certo e a sorte veio acompanhando ele como se entrado no gramado naquele instante que o camisa onze pisou no mesmo. Ele já está reivindicando o lugar no time titular na final. Talvez consiga, até mesmo porque o Flu não tem nada mais que obrigação de ganhar a Libertadores. Aos Tricolores largos sorrisos e pés no chão.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Nada ou tudo como uma derrota

No final de semana após a eliminação de Vasco e Botafogo da Copa do Brasil o que se viu em campo foi uma vitória ao estilo do Gigante da Colina e uma derrota como jamais esperada pelo Alvinegro de General Severiano. Talvez fosse esperado um time Cruzmaltino mais frágil pela derrota no meio de semana ter sido em cima de uma vitória, mas o que se viu foi um time que apesar de desatento por algumas vezes empenhado e com um cara que sempre que entra da o máximo dentro de campo. Jean desequilibrou e fez os dois gols da virada vascaína em São Januário.
Em Pernambuco, ao contrário, o que se aguardava era um Botafogo mordido pela eliminação e favorito, apesar de jogar fora de casa. Porém desde o início muito nervoso, claro que esse nervosismo vinha de um só jogador, André Luiz. O zagueiro, que não parecia muito bem, mexeu com o psicológico do time. Mas isso não foi a única coisa que aconteceu com o Alvinegro, após a expulsão do jogador a Polícia Militar entrou em cena – só faltou o enquadramento ficar um pouquinho melhor na aspirante, porque ela queria aparecer ao puxar o jogador que estava saindo (isso é uma vergonha!) – e o jogo ficou interrompido.
Desestruturado psicologicamente e na formação em campo, pois não colocou outro zagueiro, foi mole para o Náutico fazer quantos queria e não humilhar o Botafogo.
Já no Maraca na noite de ontem o Flamengo não quis bater muito na garotada de Xerém, aplicou um a zero e ficou satisfeito. Será que os atacantes da Gávea não sabem que saldo conta também? E os companheiros que continuam acreditando a quarta está chegando, talvez seja só até lá.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A luta, o forasteiro e a vergonha

Vamos aprender algumas coisas: a vitória não vem da vontade da torcida, se não treinar não bata o pênalti, dois jogos são dois jogos e não o primeiro com vantagem e apesar de tudo tem cheiro de sorte de campeão.
Fluminense, Vasco e Botafogo nos mostraram como o futebol não somente é uma coisa inesperada, mas também uma coisa que vemos acontecer no nosso dia normal. A grande atuação do Flu na Argentina, foi apagada pela mágica que o narrador achou que o Arouca tivesse fôlego e capacidade de combater, tá certo que o garoto que apareceu em Xerém não apelou, mas ficou claro que o jeito de jogar do Boca é, hoje, capaz de envolver qualquer time Sulamericano, principalmente aqueles que não saem da mesma enquanto o mundo do futebol lá fora vai evoluindo e depois tem uma meia dúzia que acha que a Seleção perde uma Copa por causa de uma meia ou da idade de alguns jogadores. Mas voltando ao Fluminense, que jogou com garra, e depois que o Thiago Neves, o cara que até escanteio bate de mascara, deixou de frescura e deu uma pancada para o gol para experimentar o goleiro, reserva, viu que pode ter alguma chance. Digo só uma coisa: “O resultado foi importante, mas são dois jogos”. Portanto se houver aplicação, sorte e bom futebol o melhor vencerá.
Grande mancada foi dos caras da Colina que, sinceramente, por mim não eram muito acreditados não, porém provaram que podiam realmente ser acreditados. A dupla de ataque funcionou, até certo ponto, bem e não se pode reclamar da partida (os 90 minutos), só não entendo uma coisa: se você tem um histórico de pênalti perdido em evento que daria ao mesmo time de equivalência a um Mundial de Clubes; se não gosta de treinar; nesse ano você bateu e errou um pênalti contra o Arqui-rival do seu time, para que o EDMUNDO bateu o pênalti na decisão da vaga para na final? Afinal quem manda na equipe o delegado ou o forasteiro?
Já o Alvinegro de Severiano foi perder para “os mano”... nesse caso não posso dizer nada ou posso dizer nada, nada e nada, nada mesmo. Esse ano a torcida do time não pode comemorar uma façanha e o pior é que estiveram perto de todas possíveis e por mais de uma vez. Se aparecerem com uma camisa que o Garrincha usou o branco estará marron, e se pegar a do elenco que atuou ontem vamos perceber que o branco se tornou amarelo. E claro nos pênaltis o cara errar é uma coisa, agora entregar na mão do goleiro é vergonhoso.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A quarta é o começo

Tem Tricolor por ai muito confiante, sorridente mesmo com derrota no Campeonato Brasileiro. Dizendo até que semana passada voltaram para o Rio com o menor dos prejuízos. Mas sabemos muito bem que não é nada assim. Se o Fluminense não conseguir êxito sobre o São Paulo na próxima quarta o Renato vai ter que explicar coisas que, normalmente não teria.
O Fluminense está virando um time em que a confiança pode e deverá atrapalhar. É possível que vejamos muitos tristes na quinta. Se for assim vai ter gente que nem vai trabalhar. O que se espera, sinceramente é que se faça um trabalho psicológico neste grupo, pois se o reserva imediato do lateral-direito, o meio de campo que já foi titular e outros que podem sê-lo não correm e o goleiro que será o titular tem uma falha daquelas, é necessário se ter uma conversa seria com o profissional da área do clube.
No mais os clubes cariocas passaram desapercebidos e aquele bafafá que tentou se criar no início do campeonato, de que os clubes cariocas viriam com a maior força nos últimos não sei quantos anos, foi só palha-de-fogo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Campeonato Brasileiro

Os cariocas tiveram uma estréia dentro do esperado no Campeonato Braileiro, nada muito desastroso. Não pudemos ter alguns prazeres, mas para que aquele pessoal da imprensa da "capital" ( São Paulo) pare de especular bom mesmo seria se conseguissemos um título este ano.
Quem tava ardido do meio da semana pode enfim comemorar com gols bonitos. Alguém pode pensar será que esse ano sai um caneco pro Flamengo? Se a equipe toda parar de mascarar e consiguir manter um equilíbrio, pode sim. Mas não se engane com o início galera do Mengão, o técnico é o Harry Potter e o time do Santos era o reserva.
Do Fluminense pouco o que comentar a garotada de Xerém está bem fisicamente e jogou bem, segurando o jogo. Nada supreendente em se tratando do maior formador de estrelas nos últimos dez anos no Brasil.
Botafogo, ora chora, ora sorri. Ontem manteve a regularidade e paciência para vencer.
E a grande decepção fora o Vasco que jogando contra o time reserva do Internacional não conseguiu ganhar. Só dois jogares conseguem, no momento, fazer esse time andar e ontem um deles não estava e o Morais - que Morais? - parecia nem estar em campo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Vexame, goleada e repetição

Pois bem, é com um imenso "EU AVISEI" que começo essa escrita que teve um inchaço e um o mau humor reinou em todos os cantos da cidade hoje. Nem os mais anti-flamenguistas pareciam acreditar no que viram. É verdade que parecia que era contra um time brasileiro, até mesmo um local, mas a provocação e o jeito patético que o clube da Gávea perdeu a vaga que garantiu no México realmente foi inacreditável.
Hoje os mais rubro-negros não passaram desapercebidos, mas tem uma galera que se camufla direitinho, fingem nem ser com eles. E é para vocês que não sabem o que é o futebol na integra, de ter amor incondicional pelo clube este singelo recado: time que perde também é o do coração, se não for usar de violência, defenfa-o de corpo e alma. Esse é o verdadeiro negócio do esporte, se não quer ser zombado então nunca diga o meu time ganhou sem saber o meu time perdeu.
Mudando de assunto. Parece que tem alguém tentando engrenar. O Vasco tem um técnico meio louco e três excelentes jogadores, porém o resto do time titular não pode oferecer muito. Esse ano será igual ou pior que o passado para o Gigante da Colina, a não ser que o impossível aconteça que é tirar o Eurico e suas roubalheiras de lá.
O Fluminense terá o time brasileiro mais copeiro pela frente, mas a nossa querida TV poderia ter outros assuntos sobre o clube. Sei lá, inventa uma fofoca sobre o Renato. Toda vez que o Tricolor ganha diz-se: "fato inédito, o Fluminense em tal fase", isso é lógico se antes ele nunca antes havia passado da primeira fase!